Conheça os 3 tipos de estrias e saiba como tratá-las

20 de setembro de 2023

As estrias são um problema de pele bastante comum, elas afetam homens e mulheres de todas as idades. Podem aparecer em várias partes do corpo, as mais incômodas geralmente são estrias na barriga, estrias nas costas e estrias no peito.


Essas marcas podem ser resultado de diversos fatores, incluindo ganho de peso, fatores genéticos e até mesmo alguns tipos de estria na gravidez. Conhecer os tipos de estrias é importante para determinar o
tratamento corporal mais adequado para cada uma delas.


Além disso, entender qual é o pior tipo de estria pode ajudar a personalizar o tratamento e ter melhores resultados. Uma abordagem popular sobre o que é bom para estrias é um tratamento para estimular a produção de colágeno e elastina na pele.


Nesse contexto, tratamentos como o laser fracionado são indicados para estrias recentes, ele atua direcionando feixes de luz na área afetada. O peeling químico também é uma opção que pode ser considerada no tratamento de estrias mais antigas.


Para saber
quais são os tipos de estrias, o que causa estrias e qual tratamento é indicado para estrias, acompanhe a leitura. Conheça os melhores tipos de tratamentos para estrias que o Art Beauty Center pode oferecer e tenha resultados duradouros.

O que é estria?

As estrias, também conhecidas como estrias cutâneas, são marcas ou linhas visíveis que aparecem na superfície da pele. Elas geralmente tem uma tonalidade mais clara ou mais escura do que a cor natural da pele e podem variar em largura e comprimento.

O que causa os diferentes tipos de estrias?

As estrias são causadas pelo estiramento excessivo da pele e pela ruptura das fibras de colágeno e elastina que dão suporte à camada média da pele, chamada de derme.


Essa ruptura ocorre quando a pele é esticada além de sua capacidade de elasticidade, o que pode ocorrer devido a diferentes fatores, vejamos os principais a seguir.

Ganho de peso

O rápido ganho de peso, seja devido à gravidez, crescimento rápido durante a adolescência ou ganho de peso excessivo, pode esticar a pele e causar estrias.

Gravidez

As estrias são comuns durante a gravidez devido ao aumento rápido do tamanho do abdômen e dos seios.

Fatores genéticos

A predisposição genética desempenha um papel importante na suscetibilidade às estrias. Se seus pais ou avós tiverem estrias, você também pode estar mais propenso a desenvolvê-las.

Alterações hormonais

Mudanças hormonais, como aquelas associadas à puberdade e uso de medicamentos com esteróides, podem aumentar o risco de estrias.

Atividade física intensa

A prática de exercícios físicos intensos, que levam ao rápido crescimento muscular, pode causar estrias em algumas pessoas.

Ressecamento da pele

A pele seca e desidratada é mais suscetível às estrias, pois é menos elástica.

Quais os tipos de estrias e suas diferenças?

Existem muitos tipos de estrias, entre elas, por exemplo, as estrias atróficas, consideradas as mais difíceis de tratar devido ao processo inflamatório subjacente. Porém, 3 tipos de estrias são bastante conhecidas, são elas:


  • estrias vermelhas;
  • estrias roxas; e
  • estrias brancas.

Estrias vermelhas (ou rosadas)

As estrias vermelhas são as em estágio inicial na pele. Elas são bastante visíveis e sua coloração está associada ao rompimento de capilares sanguíneos. Como tirar estrias vermelhas não precisa ser uma preocupação, ao mesmo tempo que elas marcam visivelmente a pele, as estrias vermelhas saem com mais facilidade.

Estrias roxas (ou violáceas)

As estrias roxas estão em estágio intermediário. Isso significa que as fibras de colágeno e elastina já se romperam, mas o processo de cicatrização e remodelação da pele ainda está em andamento.

Estrias brancas (ou prateadas)

As estrias brancas são mais profundas e antigas, apresentando essa coloração devido a uma perda da melanina que ocorre nesses tecidos. Por estarem em um estágio mais maduro e cicatrizadas tendem a não serem tão marcantes e mais rígidas ao tratamento.

Dúvidas sobre os tipos de estrias

Os tipos de estrias frequentemente despertam alguns questionamentos, principalmente sobre os tratamentos. Antes de apresentarmos as soluções, vamos responder a essas dúvidas.

Como saber o grau da estria?

Não existe um sistema de classificação de graus para estrias, como existe para algumas outras condições dermatológicas. No entanto, é possível observar algumas características para ter uma ideia geral da gravidade ou estágio das estrias. Listamos a seguir algumas considerações importantes ao avaliar as estrias.


  • Cor das estrias: as estrias costumam passar por diferentes estágios de cor à medida que envelhecem. Inicialmente, as estrias podem ser vermelhas, roxas ou rosadas. Com o tempo, tendem a desbotar e adquirir uma cor mais clara, semelhante à cor natural da pele. Estrias mais antigas geralmente tem a cor branca.


  • Textura da pele: estrias recentes costumam ter uma textura elevada, semelhante a uma cicatriz elevada. Com o tempo, essa textura pode se tornar mais suave, mas ainda podem ser sentidas como uma área de pele ligeiramente deprimida.


  • Largura e comprimento: as estrias podem variar em largura e comprimento. Estrias mais amplas e longas podem ser consideradas mais graves, mas isso depende da perspectiva estética individual.



  • Localização: a localização das estrias também pode afetar como são percebidas. Estrias em áreas de alta visibilidade, como o abdômen, podem ser mais preocupantes para algumas pessoas.

Qual o tipo de estria que some?

As estrias que geralmente respondem melhor ao tratamento são as estrias mais recentes, também conhecidas como estrias inflamatórias. Nesse estágio elas ainda possuem um aspecto avermelhado, roxo ou rosado e podem ser mais suscetíveis a tratamentos.

Qual a estria mais difícil de sair?

A estria mais difícil de tratar é a estria branca, também conhecida como estria atrófica madura. Estas estrias são mais antigas e já passaram por um processo de cicatrização e remodelação na pele. Isso significa que as fibras de colágeno e elastina na derme foram significativamente afetadas e substituídas por tecido cicatricial.

Tratamentos para diferentes tipos de estrias

Apesar das diferenças, vale ressaltar que todos os tipos de estrias podem ser tratadas e terem melhora, em maior ou menor grau. Tudo vai depender da combinação de tratamentos realizada.


Em nosso
protocolo GC Body Shape você descobrirá como cuidar do seu corpo pode te levar a sua melhor versão. Esse combo de tratamentos tem a proposta de melhorar o aspecto de celulites, estrias, flacidez e gordura localizada. Além de ser 100% personalizável e focado em resultados duradouros e naturais.


Por isso, a dica é sempre passar por uma avaliação especializada, de preferência com um(a) dermatologista com experiência em tratamentos estéticos.


Confira 5 procedimentos com eficácia comprovada no
tratamento para estrias em seus vários estágios.

1. Laser Fotona

Essa tecnologia consegue aliar lasers em dois comprimentos de onda (Nd:YAG e Er:YAG), permitindo tratar tanto camadas mais profundas da pele quanto as mais superficiais.


O Fotona é indicado para estimular a produção de colágeno e elastina, essencial para o tratamento de estrias. Além de manchas, flacidez, rugas e linhas de expressão.

2. Lasers Fracionados e Luz Intensa Pulsada

A energia térmica do Laser Fracionado tem o poder de causar um “dano controlado” na pele. O que resulta na melhoria do aspecto e coloração das estrias.


Já a Luz Intensa Pulsada é capaz de melhorar a “vermelhidão” das estrias recentes e também estimula a produção de colágeno.

3. Peeling

O Peeling (físico, químico ou a laser) realiza a remoção de camadas mais externas da pele que, ao fazer a recuperação dessas células cutâneas, promove uma importante – e desejada – renovação celular. Esse procedimento ajuda a melhorar a aparência e a textura da pele. Funciona muito bem combinado a outros protocolos.

4. Microagulhamento

Nesse procedimento, são realizadas microperfurações na pele – após anestesia local – com o intuito de estimular o colágeno e melhorar a circulação sanguínea da área tratada. Para melhores resultados, geralmente é associado ao uso de medicamentos e dermocosméticos aplicados na mesma sessão (drug delivery).

5. CynoGlow

O CynoGlow é um plano de tratamento que utiliza tecnologias a lasers de picossegundos e radiofrequência microagulhada para o tratamento de estrias, são eles: Picosure Pro e Potenza.


O Picosure Pro é ideal para tratar problemas de pigmentação e revitalização da pele. Ele possui capacidade adicional de
remoção de tatuagem. Através de energia de 755 nm em picossegundos, melhora a textura da pele deixando-a mais clara, brilhante e radiante.


Já o Potenza é a primeira máquina de microagulhamento de RF do mundo, e possui modos de RF exclusivos. Essa tecnologia, a partir de microagulhamento por radiofrequência, proporciona uma firmeza mais rápida da pele e estimula a produção de colágeno e elastina.


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26 de agosto de 2026
A longevidade não começa quando os primeiros sinais do envelhecimento aparecem. Ela começa muito antes, na compreensão dos fatores que podem influenciar a trajetória de saúde de cada pessoa. Nesse contexto, o teste genético pode acrescentar uma camada de informação que exames laboratoriais, histórico clínico e avaliação física, isoladamente, não conseguem oferecer: a identificação de variantes do DNA associadas a determinadas características biológicas e predisposições. Isso não significa prever exatamente quais doenças uma pessoa terá, nem estabelecer quantos anos ela viverá. Predisposição genética não é destino biológico. O valor da informação genética está em ajudar a compreender diferenças individuais de risco e, quando existe evidência científica e aplicabilidade clínica, integrá-las a uma estratégia mais ampla de prevenção, acompanhamento e medicina personalizada. A própria evolução da medicina de precisão aponta nessa direção. Em 2026, a Organização Mundial da Saúde reconheceu formalmente a medicina de precisão como uma oportunidade para transformar descobertas científicas em cuidados mais individualizados e orientados por dados, ao mesmo tempo em que chama atenção para questões como validade clínica, privacidade, equidade e governança das informações genéticas. O que é um teste genético? O teste genético é uma análise do DNA realizada para identificar variantes genéticas que podem estar relacionadas a características individuais, doenças hereditárias, resposta a medicamentos ou predisposição a determinadas condições de saúde. Dependendo do exame e de sua finalidade, a análise pode envolver genes específicos, painéis genéticos ou conjuntos muito maiores de variantes. O resultado precisa ser interpretado dentro do contexto clínico: genética é uma parte da informação sobre o paciente, e não uma explicação isolada sobre sua saúde. Por que o DNA passou a ocupar um espaço maior na medicina da longevidade? Durante décadas, grande parte da prevenção foi construída predominantemente a partir de fatores populacionais: idade, sexo, pressão arterial, colesterol, peso, histórico familiar, hábitos e resultados de exames. Esses elementos continuam essenciais. A genômica acrescentou outra pergunta à prática clínica: pessoas aparentemente semelhantes apresentam o mesmo risco biológico? Nem sempre. Estudos de associação genômica identificaram milhares de variantes relacionadas a características e doenças complexas, incluindo condições cardiometabólicas, alguns cânceres e doenças neurológicas. Isso permitiu desenvolver instrumentos como os polygenic risk scores (PRS), ou escores de risco poligênico, que combinam o efeito de múltiplas variantes para estimar predisposições. É uma mudança relevante porque algumas dessas informações podem existir antes da manifestação clínica de uma doença . A medicina da longevidade, portanto, não utiliza o DNA como uma espécie de previsão do futuro. A proposta mais consistente é outra: combinar informação genética, histórico individual, biomarcadores, estilo de vida e acompanhamento longitudinal para construir uma leitura mais completa da saúde. Em longevidade, conhecer uma predisposição genética pode ser relevante não porque determina o futuro, mas porque pode acrescentar informação à maneira como determinados riscos são acompanhados ao longo da vida. O que um mapeamento genético pode revelar? Essa resposta depende fundamentalmente do tipo de teste realizado. “Teste genético” é uma expressão abrangente. Um painel para doenças hereditárias, uma análise farmacogenética e um teste destinado à avaliação de variantes associadas a doenças multifatoriais respondem a perguntas diferentes. Por isso, interpretar todos os exames genéticos como se entregassem um “mapa completo da saúde” é uma simplificação. Entre as aplicações da genômica investigadas ou utilizadas na medicina estão a identificação de variantes relacionadas a doenças monogênicas, avaliação de susceptibilidade genética a determinadas condições complexas, farmacogenômica e estratificação de risco. Os escores poligênicos, por exemplo, vêm sendo estudados como instrumentos complementares para identificar pessoas com maior risco de algumas doenças comuns. Uma revisão publicada na Nature Reviews Genetics destaca seu potencial incremental na predição de risco e na prevenção personalizada, mas também ressalta limitações importantes, como precisão ainda variável e diferenças de desempenho entre populações. Essa distinção é essencial para uma medicina baseada em evidências: nem toda associação genética descoberta em pesquisa está pronta para orientar uma decisão clínica. DNA, epigenética e estilo de vida são informações diferentes Uma das confusões mais frequentes ao falar sobre longevidade é tratar genética e epigenética como sinônimos. Não são. O DNA contém a sequência genética herdada de uma pessoa. A epigenética envolve mecanismos capazes de regular a atividade dos genes sem necessariamente modificar essa sequência. Esses processos interagem com desenvolvimento, envelhecimento e diferentes exposições ambientais. Isso ajuda a explicar por que possuir determinada predisposição genética não significa necessariamente desenvolver a condição correspondente. Alimentação, atividade física, tabagismo, exposição ambiental, sono, composição corporal, doenças existentes, idade e outros fatores participam de uma rede biológica complexa. É justamente nessa interação entre genoma, fenótipo, ambiente e comportamento que a medicina personalizada ganha significado. O teste genético pode fornecer uma informação relativamente estável sobre o indivíduo. Já o estado metabólico, inflamatório, hormonal e fisiológico é dinâmico e precisa ser avaliado por outros métodos. O teste genético não substitui exames clínicos Esse ponto é especialmente importante para evitar uma interpretação excessiva do mapeamento genético. Uma variante associada ao metabolismo lipídico, por exemplo, não substitui a avaliação laboratorial do colesterol. Uma predisposição relacionada a determinada doença não equivale ao diagnóstico dessa doença. Na prática, essas informações ocupam papéis diferentes. A tabela abaixo ajuda a compreender como diferentes dimensões podem contribuir para uma avaliação individualizada:
24 de agosto de 2026
Ter 40 anos no calendário não significa, necessariamente, ter um organismo que envelheceu como o de todas as outras pessoas de 40 anos. A idade cronológica registra o tempo transcorrido desde o nascimento. A idade biológica , por outro lado, procura estimar como células, tecidos, órgãos e sistemas estão envelhecendo a partir de características fisiológicas e biomarcadores. Essa diferença ajuda a explicar algo que a medicina observa há muito tempo: pessoas da mesma idade podem apresentar condições metabólicas, cardiovasculares, funcionais e inflamatórias bastante distintas. Hoje, novas ferramentas de avaliação tentam transformar essa heterogeneidade em informação mensurável. O tema ganhou espaço com o avanço da medicina da longevidade e da saúde de precisão. Mas existe uma distinção importante: conhecer a idade biológica não significa descobrir uma espécie de “idade verdadeira” escondida no organismo . A ciência ainda não dispõe de um padrão-ouro universal para medi-la. O valor clínico está, sobretudo, em compreender melhor a trajetória individual de envelhecimento e integrá-la a outros dados de saúde. No Art Beauty Center, essa perspectiva dialoga com uma abordagem que considera saúde, bem-estar e envelhecimento como processos individualizados. A questão relevante deixa de ser apenas “quantos anos você tem?” e passa a incluir uma pergunta mais ampla: como o seu organismo está atravessando esses anos? O que é idade biológica? Idade biológica é uma estimativa do estado de envelhecimento do organismo baseada em características biológicas, fisiológicas, funcionais ou moleculares. Diferentemente da idade cronológica, ela pode variar entre pessoas nascidas no mesmo ano e até entre diferentes órgãos de um mesmo indivíduo. Em termos simples, a idade cronológica mede tempo . A biológica tenta medir como esse tempo foi biologicamente vivido . Por que duas pessoas da mesma idade podem envelhecer de maneiras tão diferentes? O envelhecimento humano não ocorre de forma linear nem uniforme. É resultado da interação entre genética, ambiente, metabolismo, estilo de vida, doenças, exposições acumuladas e diferentes mecanismos celulares. Essa heterogeneidade é tão relevante que estudos atuais já investigam não apenas uma idade biológica global, mas o envelhecimento de órgãos, tecidos e tipos celulares específicos. Uma revisão publicada na Nature Medicine em 2026 destaca que diferentes “relógios biológicos” podem acompanhar trajetórias distintas de envelhecimento e, potencialmente, ajudar na identificação de risco e em estratégias de prevenção. Imagine duas mulheres de 48 anos. Ambas têm exatamente a mesma idade cronológica. Uma apresenta boa composição corporal, adequada saúde metabólica, prática regular de atividade física e parâmetros cardiovasculares favoráveis. A outra apresenta resistência à insulina, inflamação persistente, baixa massa muscular e alterações cardiometabólicas. No calendário, a diferença entre elas é zero. Biologicamente, a história pode ser bastante diferente. É justamente essa limitação da idade cronológica que tornou os biomarcadores do envelhecimento um dos campos mais estudados da gerociência contemporânea. Como a idade biológica é avaliada? Não existe atualmente um único exame capaz de estabelecer, de maneira universal e definitiva, a idade biológica de uma pessoa. Uma revisão sistemática publicada em 2025 analisou 56 estudos e encontrou diferentes métodos estatísticos, conjuntos de biomarcadores e modelos para realizar essa estimativa, concluindo que ainda não há consenso sobre um padrão-ouro .  Isso muda a maneira correta de interpretar o conceito. Um resultado como “sua idade biológica é 43 anos” não deve ser compreendido isoladamente como diagnóstico. Ele depende do método utilizado, dos biomarcadores incluídos, da população na qual aquele modelo foi desenvolvido e de sua validação. Hoje, a pesquisa utiliza diferentes caminhos. Biomarcadores clínicos e metabólicos Exames relativamente conhecidos podem carregar informações relevantes sobre envelhecimento quando avaliados conjuntamente. Marcadores relacionados a metabolismo, glicemia, lipídios, função renal, inflamação, pressão arterial e outros sistemas podem integrar algoritmos capazes de estimar desgaste fisiológico. Modelos como Klemera-Doubal Biological Age e PhenoAge estão entre as abordagens estudadas nessa área. Um dado brasileiro é particularmente interessante. Pesquisadores utilizaram informações de 12.109 participantes do ELSA-Brasil para calcular idade biológica a partir de biomarcadores clínicos. Após acompanhamento mediano de 9,1 anos, uma idade biológica mais elevada em relação à cronológica esteve associada a maior mortalidade por causas naturais, independentemente da idade registrada no calendário. Isso não transforma a idade biológica em previsão individual de longevidade. Mostra, entretanto, que determinados modelos conseguem capturar informações fisiológicas que a idade cronológica, isoladamente, não revela. Relógios epigenéticos Entre as tecnologias mais conhecidas estão os chamados relógios epigenéticos , desenvolvidos a partir de padrões de metilação do DNA. A metilação envolve modificações químicas associadas à regulação da atividade dos genes. Como alguns desses padrões se modificam com o envelhecimento, modelos computacionais conseguem utilizá-los para construir estimativas relacionadas à idade. Os modelos evoluíram consideravelmente. Alguns foram desenvolvidos para estimar idade cronológica; outros procuram capturar mortalidade, risco de doenças ou velocidade do envelhecimento. Apesar do potencial, uma revisão da Nature Reviews Genetics chama atenção para desafios de interpretação, heterogeneidade entre tipos celulares e limitações computacionais que ainda precisam ser resolvidos. Em outras palavras: relógios epigenéticos são ferramentas científicas promissoras, mas seus resultados precisam ser contextualizados. Proteômica, metabolômica e outros relógios biológicos A pesquisa avançou além do DNA. Hoje existem modelos baseados em proteínas circulantes, metabólitos, sistema imune, microbiota, glicanos, neuroimagem e até parâmetros relacionados ao envelhecimento cutâneo. A proteômica, por exemplo, analisa conjuntos de proteínas e vem sendo estudada para construir relógios capazes de caracterizar o envelhecimento fisiológico. Uma revisão publicada em 2026 aponta potencial para aplicações preventivas, mas também diferenças importantes entre plataformas, populações estudadas e estratégias de modelagem. O caminho mais consistente, portanto, parece menos relacionado à procura por um marcador perfeito e mais à integração de múltiplas dimensões do organismo. Idade cronológica e idade biológica não são medidas concorrentes É tentador interpretar a idade biológica como uma substituição da cronológica. Clinicamente, essa leitura é limitada. A idade cronológica continua sendo extremamente relevante para epidemiologia, rastreamentos, interpretação de risco e decisões médicas. A idade biológica acrescenta outra camada: procura representar diferenças fisiológicas existentes entre indivíduos com o mesmo número de anos de vida. A comparação ajuda a organizar o conceito:
21 de agosto de 2026
Entenda o que é medicina da longevidade e como genética, idade biológica, biomarcadores e prevenção contribuem para um envelhecimento mais saudável.
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