Calvície precoce: o que causa, quais os sinais e como tratar?

25 de agosto de 2022

Perder os fios pode ser motivo de desgosto com a própria imagem. Afinal, olhar no espelho e lidar com as entradas e falhas mexe com a autoestima. Quando ela acontece de maneira precoce, o sentimento pode ser ainda pior. 

Mas como saber quando a calvície é precoce? 

No artigo de hoje, falaremos sobre as causas e sinais da doença e como são os tratamentos. 

Vamos nessa?

 

O que é calvície precoce e como identificar?

Seu nome técnico é alopecia androgenética. De origem genética, ela é causada por uma maior sensibilidade de homens e mulheres à ação do hormônio DHT (dihidrotestosterona). 

Resultado da ação da enzima 5-alfa-redutase tipo 2 sobre a testosterona, o DHT atua diretamente na eliminação das células produtoras de cabelo, causando um afinamento, encurtamento e rareamento dos fios. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia , cerca de 80% da população masculina vai sofrer com a alopecia androgenética até os 80 anos. No entanto, homens e mulheres entre 17 e 30 anos podem sofrer antecipadamente com a condição, o que chamamos de calvície precoce.  

 

Como identificar?

Alguns fatores podem te ajudar a identificar a calvície precoce.  É importante prestar atenção a estes sintomas, já que são indicativos de que o problema pode estar ocorrendo e que você deve procurar o tricologista — dermatologista especializado nos problemas do couro cabeludo e dos fios. 

O fator idade é o aspecto que mais caracteriza a calvície precoce, já que – apesar do problema se iniciar por volta dos 20-25 anos – é em torno dos 30-35 anos de idade que a maioria das pessoas percebe a perda dos fios. 

Além disso, outros sinais são:

  • Entradas: falhas e rareamento de fios, principalmente no topo da cabeça, testa e nas laterais.
  • Afinamento dos fios : estruturas capilares ficam menos densas.
  • Encurtamento das hastes capilares: cabelos caem antes da hora.
  • Manutenção dos cabelos nas laterais e nuca.
  • Ausência de grandes perdas: ao contrário de outros problemas capilares, na calvície os fios vão minguando aos poucos. Não caem em grande quantidade.

 

Fatores de risco

O fator mais decisivo para o surgimento precoce da calvície é a sensibilidade de cada um à ação do hormônio DHT. Quanto mais sensível o indivíduo for, mais cedo (e de forma mais intensa) a calvície irá surgir.

Além disso, a hereditariedade é outro fator preponderante no desenvolvimento da calvície precoce: pessoas com familiares que sofrem com a condição têm mais chances de desenvolvê-la (e mais cedo). 

Contudo, outros elementos podem desencadear a alopecia androgenética. São eles:

  • Estresse;
  • Desbalanços hormonais;
  • Uso de medicamentos;
  • Depressão;
  • Doenças e/ou sequelas. 

Calvície precoce: cuidados importantes

Felizmente, há maneiras de controlar a alopecia androgenética. A principal dica é, se você (ou alguém próximo) tem parentes próximos (especialmente pais e irmãos) com o problema, o ideal é buscar uma avaliação com um(a) dermatologista o quanto antes para – se for o caso – iniciar um acompanhamento. Isso pode retardar o problema em até 10-15 anos .

Além do controle de hábitos prejudiciais aos cabelos e o acompanhamento médico, existem tratamentos clínicos muito eficazes para a recuperação dos fios. Os mais conhecidos são:

1. Tratamentos orais e tópicos 

Esses tratamentos visam inibir a ação do DHT ou prolongar a fase de crescimento dos fios, utilizando medicamentos, ou ainda estimular os folículos por meio de substâncias e fatores de crescimento. As principais opções são:

  • Finasterida: ajuda a reduzir a produção de DHT, minimizando a queda. Não é indicado para gestantes e mulheres que pretendem engravidar. Juntamente com a finasterida, outras medicações com ação semelhante são a bicalutamida e a dutasterida.
  • Minoxidil: aumenta o tempo de duração da fase de crescimento dos fios (fase anágena), retardando a queda. Pode ser encontrado em forma de pomadas, tônicos ou pílulas. 
  • Espironolactona: bloqueia a transformação de testosterona em DHT nas mulheres, ajudando no tratamento de queda de fios. 

 

2. MMP Capilar

A sigla MMP significa microinfusão de medicamentos na pele. 

Assim, por meio de microperfurações no couro cabeludo, o MMP faz a aplicação de medicamentos e fatores de crescimento que podem auxiliar no engrossamento dos fios e na reposição de vitaminas e nutrientes. É uma maneira mais rápida e mais eficaz de absorver as medicações , acelerando seus resultados. 

 

  1. PRP Capilar 

PRP significa plasma rico em plaquetas, um componente vital do sangue. No plasma há muitos componentes do sangue que permitem nutrir, reparar e manter a saúde do corpo, como proteínas, plaquetas, vitaminas, eletrólitos e fatores de crescimento.

Durante um procedimento de PRP capilar, é retirada do(a) paciente uma pequena quantidade de sangue e depois processada por uma centrífuga.

Após isso, as plaquetas do próprio organismo são reaplicadas no couro cabeludo. Esse procedimento visa recuperar o folículo capilar e fortalecer o bulbo, além de estimular a renovação das células produtoras dos fios. 

 

3. Intradermoterapia capilar 

Nesse tipo de tratamento faz-se a injeção de enzimas e vitaminas diretamente no couro cabeludo, ajudando a manter o volume e a força dos fios. 

 

4. Transplante capilar

Essa é a opção geralmente adotada quando o problema não foi tratado em tempo ou quando os outros tratamentos não trouxeram o resultado desejado. Também é mais invasiva. 

Nesse procedimento são retirados folículos de áreas saudáveis da cabeça (geralmente laterais e nuca) e levados para as áreas com perda. Após o transplante, os fios não caem mais na área transplantada. 

Se você identificou algum dos sintomas da alopecia androgenética, é importante procurar ajuda. Afinal de contas, quando o folículo capilar morre, os tratamentos clínicos não fazem mais efeito — restando apenas a opção do transplante capilar.  

Além disso, é importante ressaltar que a calvície precoce pode ter diversas causas. Então, se você está com afinamento de fios, é importante consultar o tricologista para avaliar o seu caso.

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Ter 40 anos no calendário não significa, necessariamente, ter um organismo que envelheceu como o de todas as outras pessoas de 40 anos. A idade cronológica registra o tempo transcorrido desde o nascimento. A idade biológica , por outro lado, procura estimar como células, tecidos, órgãos e sistemas estão envelhecendo a partir de características fisiológicas e biomarcadores. Essa diferença ajuda a explicar algo que a medicina observa há muito tempo: pessoas da mesma idade podem apresentar condições metabólicas, cardiovasculares, funcionais e inflamatórias bastante distintas. Hoje, novas ferramentas de avaliação tentam transformar essa heterogeneidade em informação mensurável. O tema ganhou espaço com o avanço da medicina da longevidade e da saúde de precisão. Mas existe uma distinção importante: conhecer a idade biológica não significa descobrir uma espécie de “idade verdadeira” escondida no organismo . A ciência ainda não dispõe de um padrão-ouro universal para medi-la. 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No calendário, a diferença entre elas é zero. Biologicamente, a história pode ser bastante diferente. É justamente essa limitação da idade cronológica que tornou os biomarcadores do envelhecimento um dos campos mais estudados da gerociência contemporânea. Como a idade biológica é avaliada? Não existe atualmente um único exame capaz de estabelecer, de maneira universal e definitiva, a idade biológica de uma pessoa. Uma revisão sistemática publicada em 2025 analisou 56 estudos e encontrou diferentes métodos estatísticos, conjuntos de biomarcadores e modelos para realizar essa estimativa, concluindo que ainda não há consenso sobre um padrão-ouro .  Isso muda a maneira correta de interpretar o conceito. Um resultado como “sua idade biológica é 43 anos” não deve ser compreendido isoladamente como diagnóstico. Ele depende do método utilizado, dos biomarcadores incluídos, da população na qual aquele modelo foi desenvolvido e de sua validação. Hoje, a pesquisa utiliza diferentes caminhos. 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