Tudo o que você precisa saber sobre transplante capilar

10 de novembro de 2023

A perda de cabelo é uma preocupação que afeta muitas pessoas em todo o mundo. Seja devido à genética, envelhecimento ou outras razões, a queda de cabelo pode afetar significativamente a autoestima de uma pessoa. No entanto, graças aos avanços na tecnologia em cirurgias capilares, existe uma solução eficaz e com resultado natural: o transplante capilar.


Neste artigo, você descobrirá
como é um procedimento de transplante capilar e as possíveis complicações do pós operatório. Saber o que acontece após o transplante é necessário para cuidar do couro cabeludo e acompanhar o transplante capilar mês a mês corretamente.


Acompanhe a leitura e veja o que diz a
Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar (ABCRC) a respeito do transplante capilar.

O que é transplante capilar?

O transplante capilar é um procedimento cirúrgico que visa resolver a alopecia, ou seja, a perda de cabelo. No Brasil, o transplante capilar tem se tornado uma opção cada vez mais popular para restaurar a densidade capilar e a autoestima.


A
alopecia androgenética, conhecida popularmente como calvície , é uma das principais razões pelas quais as pessoas buscam o transplante. É importante destacar que o procedimento não se restringe apenas aos homens, o transplante capilar feminino também é uma realidade e tem se mostrado eficaz em restaurar o cabelo nas mulheres.


As áreas calvas, que costumam ser o foco do transplante, são preenchidas com os folículos capilares extraídos. Os resultados podem ser notáveis e o  "antes e depois" do transplante capilar tem transformado vidas.


 Um pós-operatório bem feito é  crucial para bons resultados e uma das  possíveis complicações pode ser a foliculite pós-transplante e deve ser monitorada e tratada. 


É comum que pacientes relatem resultados visíveis a partir de 40 dias após o transplante capilar.

Como é feito o transplante capilar?

O transplante capilar é um procedimento que envolve a transferência de folículos capilares de uma área doadora para áreas com perda de cabelo.


Existem duas técnicas principais:
FUE (Extração de Unidades Foliculares) e FUT (Follicular Unit Transplantation). Veremos essas técnicas mais à frente, antes disso, confira o passo a passo pré e pós da cirurgia capilar.


  • Avaliação inicial: o processo começa com uma consulta com um cirurgião capilar, onde o paciente discute suas preocupações e objetivos com o procedimento. O cirurgião avaliará a área doadora e as áreas que precisam de restauração capilar.


  • Preparação: no dia da cirurgia, o paciente é preparado para o procedimento. A área doadora e a receptora são anestesiadas para minimizar o desconforto durante a cirurgia.


  • Extração de unidades foliculares:  os folículos são removidos um a um da área doadora, seja um a um na técnica FUE ou em faixa como na técnica FUT.


  • Preparação dos enxertos: os folículos capilares extraídos são preparados e separados de acordo com o número de fios em cada unidade folicular.


  • Implantação: o cirurgião faz pequenos orifícios na área receptora e insere os enxertos cuidadosamente, respeitando a direção natural do crescimento do cabelo. Isso é feito com precisão para garantir um resultado estético.



  • Cicatrização e recuperação: após o procedimento, o paciente recebe instruções de cuidados pós-operatórios. O processo de cicatrização pode levar algumas semanas e os resultados finais geralmente se tornam visíveis após vários meses.

Qual o risco do transplante capilar?

Embora o transplante capilar seja geralmente seguro e eficaz, como qualquer procedimento cirúrgico, existem riscos associados a ele, incluindo:


  • Infecção: há um risco de infecção na área doadora ou receptora após a cirurgia.


  • Cicatrização inadequada: embora a técnica FUE minimize as cicatrizes  na área doadora, ainda pode ocorrer cicatrização inadequada ou hiperpigmentação.


  • Perda de enxertos: em alguns casos, os enxertos podem não sobreviver ou podem ser perdidos após o procedimento.


  • Sensibilidade e dor: algumas pessoas podem experimentar desconforto, inchaço ou sensibilidade temporária na área tratada.



  • Resultados insatisfatórios: apesar da alta taxa de sucesso, os resultados podem variar, em alguns casos, podem não atender às expectativas do paciente.

Técnica FUE

A técnica FUE envolve a extração de unidades foliculares individuais da área doadora. Esses folículos podem conter de 1 a 4 fios de cabelo e são retirados com um bisturi circular ou uma broca motorizada. Cada unidade folicular é removida de forma independente, o que torna a técnica mais demorada em comparação com a FUT.


Uma das vantagens da FUE é que ela minimiza a cicatrização na área doadora. Isso porque as incisões são muito pequenas, deixando cicatrizes quase imperceptíveis (o que é particularmente importante para quem deseja manter o cabelo curto). 


Em comparação a FUT, possui uma recuperação mais rápida e menos desconfortável.

Técnica FUT

Na técnica FUT, uma faixa linear de couro cabeludo é removida da área doadora. Essa faixa contém uma grande quantidade de folículos capilares. A incisão é geralmente feita na parte de trás da cabeça, onde o cabelo é mais espesso e está fora da área que geralmente cursa com calvície.


A faixa de couro cabeludo removida é cuidadosamente dissecada para separar os folículos capilares em unidades foliculares individuais, que são então preparadas para o transplante.


A etapa de implantação na área receptora é semelhante à técnica FUE, onde os enxertos são inseridos em pequenos orifícios para criar uma linha capilar natural.

Para quem é indicado o transplante capilar?

O transplante capilar é indicado para pessoas que sofrem de perda de cabelo significativa e desejam restaurar a densidade capilar. No entanto, listamos algumas considerações importantes para realizar esse procedimento.


  • Idade: o transplante capilar é mais comum em adultos, geralmente a partir dos 25 anos. Isso ocorre porque a perda de cabelo em homens, em particular, tende a progredir com a idade. Por isso é importante que o padrão de calvície esteja relativamente estável antes de realizar o procedimento.


  • Causa da perda de cabelo: o transplante capilar é mais recomendado para casos de alopecia androgenética, a causa hereditária mais comum de calvície. Outras causas de perda de cabelo, como doenças autoimunes ou condições médicas subjacentes, podem exigir abordagens diferentes.



  • Avaliação por um cirurgião capilar: a melhor maneira de saber se o transplante capilar é adequado para você é consultar um dermatologista qualificado. O profissional avaliará sua condição específica, discutirá suas expectativas e histórico médico e recomendará a abordagem mais adequada.

Quanto tempo dura o tratamento e o efeito do transplante capilar?

Por ser um procedimento significativo, é comum surgirem dúvidas como quanto tempo dura um transplante capilar? Ou se o transplante capilar é definitivo?


A resposta mais coerente para essas dúvidas é que o efeito do transplante capilar depende de diversos fatores. Por exemplo, as características individuais do paciente e a técnica utilizada. No entanto, entenda, de forma geral, o que esperar desse procedimento.

Duração do procedimento

Um transplante capilar típico pode levar várias horas, dependendo da quantidade de enxertos a serem transplantados. Geralmente, o procedimento é realizado em um único dia, mas em alguns casos pode ser necessário um segundo dia de cirurgia. Isso pode ocorrer se for um transplante de grande escala.

Tempo de recuperação

A recuperação após um transplante capilar varia, mas na maioria dos casos, os pacientes podem retornar às atividades em até uma semana. É comum haver inchaço e vermelhidão temporários na área do transplante. Também pode haver crostas que se formam nas áreas receptoras, que desaparecerão em algumas semanas.

Crescimento dos cabelos transplantados

O crescimento dos cabelos transplantados pode variar de pessoa para pessoa, mas geralmente começa a ocorrer após alguns meses do procedimento. Os cabelos transplantados podem crescer lentamente no início e, em seguida, ganhar volume e densidade ao longo dos meses seguintes. Geralmente, leva cerca de 12 meses para ver o resultado completo do transplante capilar.

Efeito a longo prazo

O resultado de um transplante capilar é geralmente permanente, uma vez que os cabelos transplantados são retirados de áreas doadoras geneticamente resistentes. No entanto, é importante lembrar que o restante do cabelo original do paciente pode continuar a afinar devido a fatores genéticos ou outros.

Qual a diferença entre transplante capilar e implante capilar?

Transplante e implante capilar são termos frequentemente usados de forma intercambiável. Em geral, se referem ao procedimento de colocar fios no couro cabeludo.



  • o transplante capilar refere-se ao processo cirúrgico de mover os folículos capilares de uma área doadora à uma área receptora do próprio paciente Os cabelos transplantados são naturais, eles continuaram a crescer após o procedimento;

  • já o implante capilar refere-se à  inserção de fios sintéticos ou cabelos naturais (geralmente não do próprio paciente), através de um procedimento não cirúrgico, os resultados não são duradouros quanto ao transplante.


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No calendário, a diferença entre elas é zero. Biologicamente, a história pode ser bastante diferente. É justamente essa limitação da idade cronológica que tornou os biomarcadores do envelhecimento um dos campos mais estudados da gerociência contemporânea. Como a idade biológica é avaliada? Não existe atualmente um único exame capaz de estabelecer, de maneira universal e definitiva, a idade biológica de uma pessoa. Uma revisão sistemática publicada em 2025 analisou 56 estudos e encontrou diferentes métodos estatísticos, conjuntos de biomarcadores e modelos para realizar essa estimativa, concluindo que ainda não há consenso sobre um padrão-ouro .  Isso muda a maneira correta de interpretar o conceito. Um resultado como “sua idade biológica é 43 anos” não deve ser compreendido isoladamente como diagnóstico. Ele depende do método utilizado, dos biomarcadores incluídos, da população na qual aquele modelo foi desenvolvido e de sua validação. Hoje, a pesquisa utiliza diferentes caminhos. 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